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mar
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A força das palavras

Sempre ouvimos falar: as palavras têm força. Que os digam os líderes religiosos e os autores de livros de auto-ajuda.

Em tempos politicamente corretos trocamos palavras carregadas de preconceito por outras: aleijado passou a ser “cadeirante”; favela, agora, chama-se comunidade; retardado, especial.

Em verdade, mudam-se as palavras, mas não o preconceito. As “comunidades” permanecem indignas, desumanas; os “especiais”, discriminados e os “cadeirantes” alijados do convívio social.

Basta conferir: quantas “comunidades” apresentam condições básicas de sobrevivência? Quantas escolas incluem os “especiais” em seus quadros? Quantos ônibus dão acesso a “cadeirantes”? Aliás, quantas vezes você viu um “cadeirante” subir num ônibus? E, mesmo que subisse, como poderia ele andar por ruas sem rampa.

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As palavras têm força, sim. E muita. Tanta que, muitas vezes, as usamos para não fazer as mudanças necessárias.

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3 Responses to “A força das palavras”


  1. março 14, 2011 às 10:57 pm

    Grande Vitor!

    Embora não esteja mais pela área, ainda curto muito você e todos os amigos que fiz enquanto estava aí. Agora vim te ler e matar um pouco a saudade. É isso que rola, as pessoas mudam palavras, esquecem dos significados delas…. e os preconceitos se mantém nesse politicamente correto mais hipócrita que Hipócrates….

  2. 2 Verônica Lopes Carneiro
    março 16, 2011 às 4:50 pm

    Victor,

    toda vez que desço do ônibus fico apreciando o minielevador para cadeirantes de uma empresa somente. Nunca vi ser usado. Será que estamos pecando por falta de informação ou existe uma desilusão geral do cadeirante em viver a vida!Porque não começamos do início: para viver a vida, temos que encará-la de frente, ou seja,chamarmos e fazer dos cadeirantes nossos amigos de bar, de encontros de poesia, sermos solidários em ajudá-los no que for preciso. Mas sempre pecamos por não termos tempo. Será?

    Beijos,
    Verônica.

  3. 3 Juliana wolkartt
    outubro 23, 2012 às 1:41 pm

    Eu sempre fico imprecionada com o preconceito que existe hoje sobre quase tdo, preconceito contra gays, lesbicas, pessoas com deficiencia intelectual e entre diferenças de idade e principalmente contra os cadeirantes. Eu tenho 28 anos e namoro um cadeirante de 46 anos, tenho enfrentado o preconceito de mtas pessoas e a maioria dessas pessoas sao da minha famila. Quero deixar claro q pra quem ama de verdade nao existe diferença e q cadeirantes tem vida normal como a de qualquer pessoa, eles apenas se locomovem com o auxilio de uma cadeira. Mais sao seres humanos capazes de amar intensamente e de dar amor e fazer seus parceiros felizes e realizados !


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