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abr
10

um dia eu chego lá

O mundo mudou. E mudou de novo. E mais uma vez. Mudança parece ser a ordem do dia. A ordem de todos os dias. Mudam-se modas, celebridades, tragédias. Cada vez mais rápido. Devemos estar plugados, conectados, antenados. Temos que ter amigos, fãs, seguidores.

E eu nessa estória? 

 Eu que me perco em rascunhos e nunca chego a uma versão final de meus versos e de mim mesmo. Eu, que tenho um computador 2005, banda estreita, Lentox; eu cujo orkut demoro um mês pra acessar e que tenho apenas 14 “amigos”; eu que não entendo o que é twitter e não consigo instalar Net Vírtua na minha casa (pois minha neurose  me impede de olhar mais uma vez  pra cara de qualquer um que trabalhe na Net sem correr o imenso risco de me tornar um assassino); eu vejo que não tenho par nesse mundo.

E tenho feito aulas de alongamento, relaxado em sessões de ioga e até procurado uma espiritualidade maior para me preparar para o inevitável: EU TENHO QUE TER UMA BANDA LARGA.

 Mas isso, mais que dinheiro, requer uma cabeça equilibrada para lidar com vendedores que nunca vi nem verei, atendentes de telemarketing sádicos e pessoal de instalação preguiçoso. Problemas reais. Soluções virtuais.

 Mas um dia (tenho certeza) eu chego lá. Embora, muito provavelmente, a essa atura, todo mundo já tenha ido embora!

 

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4 Responses to “um dia eu chego lá”


  1. abril 26, 2010 às 3:27 pm

    Victor, tua capacidade de significar as palavras, em banda curta, me impressiona muito. Quando puder, dá uma olhada no meu blog. Um abraço do Vaz (amigo da Helena Ortiz)

  2. abril 26, 2010 às 8:50 pm

    Oi querido, como vês, te recomendo. E como não iria?
    Teus textos são certeiros, teu pensamento, alto, e o humor, com tempero. Melhor impossível.
    beijo
    Helena

  3. 3 Julia
    abril 30, 2010 às 11:03 pm

    Victor, pode acreditar que você tem par nesse mundo.
    Tenho banda larga, mas acho um horror e não consigo me adaptar à ideia de que precisamos ficar conectados 100% do dia, estar em todas as redes sociais expondo a nossa vida para um montão de gente que nem sabemos se tem mesmo a cara da foto que postam e se são mesmo do jeito que dizem ser, twittar sobre banalidades só por que é moda e ter milhões de seguidores e seguir milhões de pessoas por que isso é ser popular.
    Tô fora e bem fora dessa neura.
    Tenho poucos amigos, mas conheço a carinha e o cheirinho de todos eles; sei a cor dos olhos, sinto o calor do abraço, gosto de, sempre com eles, morrer de rir e me acabar de chorar, sempre pertinho.
    Pra mim tá muito bom. Não é moderno? Dane-se a modernidade. O importante é estar bem e ser feliz.

  4. agosto 11, 2010 às 6:53 pm

    Oi Victor, vc vendeu um livro na loja OFF LIVROS, entre em contato. Parabéns pelo trabalho. Lia.


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