17
mar
10

destino e predestinação

*Destino: sucessão de fatos que podem ou não ocorrer
*Predestinação: ato ou efeito de predestinar; predefinição, prognóstico

“Eu acredito no destino, mas não na predestinação”.

Talheii esta frase na parede do meu quarto aos 16 anos de idade. Sempre gostei dessa coisa de escrever nas paredes, acho que remete aos desenhos das cavernas, no tempo em que o homem desenhava sua vida com sangue. Depois recorri ao dicionário para saber se destino e predestinação tinham o mesmo significado. Não tinham.

Lembro-me então de ter procurado (no dicionário) amor, vida, poesia, felicidade, eu, palavra.

Desde então, retorno regularmente a meu amigo. As palavras continuam as mesmas. Meus olhos não.

Hoje, amor é muito mais uma via de ida, sem grandes expectativas de retorno.  Felicidade é um substantivo impossível, fantasioso, mas nem por isso menos atraente. As palavras, sinônimos imperfeitos, paradoxos. Vida e poesia, siamesas, (pre)destinadas a entrar no espaço uma da outra.

Eu continua confuso, indecifrável.

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4 Responses to “destino e predestinação”


  1. março 17, 2010 às 1:22 pm

    Pois eu acredito que o poeta nasce predestinado. E nesse caso, não é possível mudar o destino.

    Quanto ao amor de uma via, justamente é o verdadeiro e tem retorno garantido. Não precisa de resposta ou de correspondência. Não é exigente, não é carente. Apenas é, e sendo se transforma em fonte de felicidade.

    beijo

    Helena

  2. 2 Julia
    março 19, 2010 às 1:21 am

    Muito legal este post.
    Como seria a poesia sem os conflitos e aflições do poeta?
    Chata, muito chata.

  3. 3 eduardo tornaghi
    março 19, 2010 às 6:38 pm

    Muito legal
    dá o que pensar, e pensar é uma delícia.
    sempre procuro provocar com esse tipo de reflexão o público dos eventos, dar uma sacudida nas cabeças. Vou usar uns motes teus. Apresentar o dicionário como amigo por ex. Tá muito bem colocado.

  4. 4 Verônica Lopes
    março 26, 2010 às 1:54 am

    Victor,

    predestinado ou não, o amor nasce a partir de quando um jardineiro cuida de uma planta que estava quase morta. Portanto, ela teve a chance de não morrer…ficou mais bonita, mais viva, mais natural, sem preconceitos quanto ser portadora de espinhos ou caules tortos, porque o jardineiro não se importa ou pouco se importa com estes defeitos de sua planta. E, então ela se torna verdadeiramente sua!!!

    Beijos,
    Verônica.


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