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SEIS GRAUS DE SEPARAÇÃO

Você já deve ter ouvido falar na teoria dos seis graus de separação. Segundo ela, a maior distância entre dois seres humanos é de seis pessoas.

Funciona mais ou menos assim: digamos que A more no Brasil e G, no Japão, e A e G nunca se encontraram. Segundo a teoria, A conhece B que conhece C que conhece D que conhece E que conhece F que conhece G. Essa seria a distância máxima entre duas pessoas na face da Terra.

Da morte, estamos sempre a um grau de separação. Morre-se de câncer, de dengue, de tristeza, de maduro e de novo. Morre-se aos 93, aos 37, aos 21, aos 2, e aos 55.

Mas para além da morte, há dias de um azul brilhante e vaidoso. Noites que se abrem no céu, crescentes, nuvens pesadas e chuva leve. E o cheiro de ozônio que invade o peito de repente e nos faz sentir íntegros, inteiros.

O caos se organiza e tudo entra nos eixos. Sem aparas, sem arestas. É o momento da queda, quando a gente cai em si e fica tão próximo que descobre.

 Nessas horas, não há separação que resista.

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3 Responses to “SEIS GRAUS DE SEPARAÇÃO”


  1. março 7, 2010 às 3:10 am

    Mas há os contatos de primeiro, segundo e terceiro gráus também. Diferentes da separação, estes são tão mais fortes e mais próximos, quanto maiores. E o amor será sempre o maior gráu de aproximação. Belo texto, poeta! Bjs

  2. 2 Julia
    março 9, 2010 às 7:46 pm

    Adorei este texto, Victor.
    Não sei se essa teoria dos seis graus de separação é correta.
    Acredito, no entanto, na teoria da aproximação pura e simples que se opera entre pessoas que se gostam sem nem mesmo saber por quê, que muitas vezes são tão diferentes que se completam e que não se separam por que preferem a proximidade.

  3. 3 sandrinha
    março 11, 2010 às 9:42 pm

    oi meu garoto , meu poeta !!!

    Confessadamente não desejo ter um grau de separação de vc , apesar de morarmos
    no mesmo planeta, a Tijuca sempre consegue abraçar o Flamengo em ocasiões especiais
    e vivemos felizes para sempre de lembranças e amores vis !
    Faltou dizer meu bem, meu caro, meu amor: Morre-se de Vida também !!!
    A aproximação e a separação são primas, até vilãs
    , talvez, e nela há vários graus!
    Então me lembro de Simone interpretando uma canção de amor
    tocada sem ninguém prestar muito atenção na novela das oito… nos
    lembrando que há amores que fazem morrer ou então
    as aproximações ao acaso, tipo essa dada em tardes quentes de um verão
    intenso na Baía de Guanabara, por isso te abraço agora e HOJE!

    beijos
    sandrinha


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