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09

saudade

Saudade é uma coisa incrível. Pessoas normais têm saudade de bons momentos do passado.

Eu tenho saudades estranhas. Há musicas que me remetem a belos momentos que eu não vivi, festinhas adolescentes às quais não fui, natais em família que nunca ocorreram. Tenho saudade do futuro também. Das coisas boas que eu sei (com a minha certeza insegura) que vão acontecer. Saudades do presente, do que acontece agora, um agora volátil,  tão etéreo, que me faz sentir como se minha existência fosse surreal, como se a surrealidade fosse a realidade.

Entretanto, prefiro ter saudade. Não há como abrir mão das lembranças, das perdas, dos fracassos, das alegrias e estranhezas da vida.

 Conheço quem não se entrega ao amor, aos sonhos, aos delírios. Esses não sofrem, não têm saudade,  coitados. São como um navio no porto. Estão seguros. Mas não é para isso que os navios são construídos.

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3 Responses to “saudade”


  1. setembro 3, 2009 às 9:28 pm

    Tá certo: navios são feitos para viajar, se aventurar no mar, descobrir caminhos, unir pessoas, desvendar mistérios, e tudo isso envolve risco e vida…

  2. 2 Julia
    setembro 6, 2009 às 5:19 pm

    Saudade é uma coisa incrível e bem estranha, você tem razão
    Muitas vezes tenho saudade de mim mesma. Sabe como?
    Saudade de sonhar do jeito que já sonhei, de amar do jeito que já amei, de fazer outra vez coisas doidas que já fiz e tantas, tantas outras saudades que nem sei.
    Será que é isso que significa amadurecer: ter saudade de si mesmo?

  3. 3 Verônica Lopes
    setembro 14, 2009 às 1:18 am

    Oi, amigo!

    ser um navio demanda muito tempo em construção. Uma construção que depende de direção, trabalho braçal árduo, inteligência…que pode emergir de pessoas de todas as classes sociais. E depois, quando ele já está pronto, basta quebrar uma garrafa de champanhe no seu casco que o sonho de navegar estará começando. E quando este sonho começar a se realizar, ele navegará sempre sem parar para um horizonte que o espera. Viver e amar é isso!!! Não devemos ter angústia do que não foi realizado e sim do que ainda nos falta doar para a sociedade, para esta ou aquela pessoa…

    Beijos,
    Verônica Lopes.


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