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o ócio criativo

Maldito seja o homem que disse  “tempo é dinheiro”. Pois sendo dinheiro o parâmetro último e único de nossa sociedade, o pecado capital passou a ser (exclusivamente) a preguiça.

Preguiça é fundamental para o ser humano. E mais fundamental ainda para os artistas. Há tempos atrás falava-se do ócio criativo. Mas depois vieram os homens brancos, destruindo e escravizando os outros povos. Os índios então, passaram a ser preguiçosos (por não quererem trabalhar para os brancos). Criou-se o mundo dos negócios, das negociatas, e finalmente (tenho certeza que foi um homem branco quem disse) do tempo é dinheiro.

Pra mim não funciona!  Tempo é vida e eu o gasto como quiser. Pois sempre há muito o que não se fazer. Hoje mesmo eu tinha um encontro marcado comigo. Mas não compareci. Sei que não seria divertido. Sei também que é desses desencontros, dessa sólida solidão que me acompanha desde sempre, desse eterno mal-estar de ser eu mesmo, que há de surgir algo de verdadeiro a que  uns chamam loucura e eu, arte!

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8 Responses to “o ócio criativo”


  1. agosto 11, 2009 às 12:39 am

    Olha o preconceito com s brancos!kkk Parabéns pelo seu texto e pelo blog! Esse seu texto é bem interessante, embora não queremos, estamos cada vez mais atado ao sistema “capitalista” Eita sistema! Já faz uns anos que não mais utilizo relógio no pulso!`Pois o tempo só existe pq existe esse maldito sistema! Sociedades cada vez mais corrompida, onde fazer algo para o proximo só é interessante se tiver um retorno! Interesse sobre todas as coisas! Postei um texto bem bacana chama “Quebra-cabeça” se gosta de textos de reflexão é um prato cheio! rsrsrs Não li todos os seus textos mas sempre estarei por aqui! Parabéns pela reflexão de seu texto!

  2. agosto 11, 2009 às 12:58 am

    Hahahahaha VC É ÓTIMO

    A frase vai ecoar pelos quatro cantos do mundo e pelas três pontas do meu chapéu: “Como diria Victor Colonna, sempre há muito o que não se fazer”.

    Direto e autoral como sempre, vc proseia tanto quanto versa.

    Pbl

  3. agosto 11, 2009 às 1:28 pm

    Querido Victor, seus textos são “impagáveis”. Vou me inspirar neste para o dia de hoje, e não vou àquele encontro marcado comigo, pois seria o dia de ir aos bancos pagar contas. E quem inventou que “promessa é dívida” vou dizer: “aprendi com meu guru, Victor Colonna, que promessa é viver e viver é ser feliz!”, rsrs. Um beijo, querido!

  4. 4 Julia
    agosto 12, 2009 às 12:47 am

    É mesmo estranho, mas ficar à toa incomoda quando nos acostumamos a ter o corpo e a mente sempre ocupados, geralmente com coisas do trabalho, da sobrevivência, do cotidiano.
    Sabe o que acho? Devemos aprender(ou reaprender) a gozar a vida como os animais.
    Fico observando os meus cachorros (sou meio maluca, tenho três) e vejo como eles ficam felizes deitados na grama, tomando sol, brincando, correndo, ou seja, aproveitando, sem culpa e intensamente, cada minutinho que a vida lhes oferece.
    Na próxima encarnação prometo que vou gastar o meu tempo como quiser, sem drama, preguiçar muito e, de preferência, voltar com uma carinha bem fofa de cachorro.

  5. 5 Gisele SL
    agosto 13, 2009 às 2:11 pm

    Vamos fazer uma ode ao tédio, ao ócio e à preguiça!!

    Tenho falado a todos do próximo livro que vc irá escrever: um manual de baixo-ajuda. Vc será o maior guru da baixo-ajuda e nós ficaremos livres dos pensamentos positivos, dos sorrisos de comercial de margarina, da necessidade de “ser bom” em ganhar dinheiro ( e aparecer na capa da Exame).

    Hoje, dia 13 de agosto, eu estou chutando o balde no serviço e indo para o Jardim Botânico fazer definitivamente nada!

    “Tempo é vida e eu o gasto como quiser”.

    Um beijo.
    Gisele

    • 6 victorcolonna
      agosto 13, 2009 às 9:02 pm

      Gisele,
      Que bom saber que há seguidores da minha filosofia de vida (não fazer aquilo que não é necessário, rs)!Senti sua falta na última terça-feira, veja se aparece na próxima quinta (dia 19/8) no clube do vinil, ok? Beijos

  6. 7 Leila Oli
    agosto 22, 2009 às 2:10 am

    Victor…adoro seus poemas e agora vou curtir muito seus textos no blog…quanto ao ócio, sou de uma geração que chegava da escola, almoçava e ficava deitada na cama olhando pro teto ou enchia a banheira e brincava por horas e horas na água morna, sem que ninguém obrigasse a ir pra aula de natação, dança aérea, inglês, francês, mandarim ou coisa que o valha!Ali deitada olhando pro teto vivia um mundo imaginário, cheio de Emílias, Viscondes e Príncipes das Águas Claras! Ali na banheira, muitas Esthers Williams e Freds Astaires e suas danças maravilhosas!
    Enfim, viva o ócio criativo e livre!E viva a imaginação e criatividade!
    Grande beijo

  7. agosto 27, 2009 às 3:04 am

    Oi amiguinho, finalmente vieram instalar minha internet. Assim eu posso passar mais tempo do que de costume fazendo aquilo que eu sei fazer melhor: nada!
    Vai ver que é por isso que eu ando sempre dura.
    Eu podia estar matando, eu podia estar roubando, eu podia estar trabalhando…mas dá uma preguiça….aí eu vou tirar um cochilo. rs
    Beijos, gato!


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