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jun
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DESTINO

Eu tinha 5 anos de idade quando meu pai me levou pela primeira vez a um jogo de futebol. Morávamos na Urca e  fomos ver Botafogo x Madureira no velho estádio de General Severiano.

Aos 40 do segundo tempo o Botafogo perdia por 2 x 1.  A torcida irritada, vaiava. Meu pai, triste. E eu,  já sabendo que um tempo em futebol tinha 45 minutos, soltei a pequena pérola:

Tem terceiro tempo, né pai?

Não filho, não tem!

Não sei expressar o desespero que tomou conta de mim naquele momento. Tudo que eu queria na vida era que meu pai não ficasse triste.

Então, como se fosse para realizar meu desejo, o Botafogo empatou o jogo.

Não percebi que ali  estavam selando meu destino:

Vai Victor, vai ser botafoguense na vida! 

E desde então, como o meu amado Botafogo, tenho tido um destino árduo, embora , algumas vezes, glorioso!

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2 Responses to “DESTINO”


  1. junho 3, 2009 às 4:01 pm

    Olá Victor!

    Obrigado pela visita ao Poesia em Blog.

    Gostei dos seus poemas e da suas crônicas. Parabéns!

    Apesar de ser Flamenguista (rs), achei muito interessante o episódio. Quando nasce o amor por um clube, é pra toda a vida mesmo.

    Grande Abraço!

  2. junho 3, 2009 às 7:11 pm

    Árduo, embora, algumas vezes, glorioso… Eis uma boa definição de destino, poeta !


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