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abr
09

Da imposição de ser par

Sou um cara extremamente desastrado. Volta e meia estou derrubando coisas mas pareço ter uma predileção especial por quebrar copos. Hoje mesmo  já quebrei um.

Por conta disso, semana passada  comprei mais meia dúzia de copos (eram bonitinhos, até) para repor os que dizimei aqui em casa com minha eterna distração.

Isso sempre me causou problemas na hora de fazer reuniões aqui em casa. Sempre havia 11copos, 7 copos, 5 copos. Até que um dia questionei: porque é um problema haver um número ímpar de copos?

A sociedade nos impõe a necessidade de vivermos em pares. Existe a eterna história de  que sempre há um chinelo velho para um pé torto,  e para todo mundo existe (em algum lugar) uma alma gêmea, basta saber procurar para achá-la.

Acontece que eu não acredito mais em almas gêmeas, pelo menos não nas univitelinas. Acho que somos todos ímpares, exclusivos, únicos! O que não me impede de encontrar meus pares (minhas almas gêmeas bivitelinas) . Não fazemos pares perfeitos, mas nos divertimos bastante!

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6 Responses to “Da imposição de ser par”


  1. abril 24, 2009 às 3:52 pm

    eu acho belos copos desparelhados muito chic, uma elegância nonchalante

  2. 2 Julia
    abril 24, 2009 às 4:33 pm

    Não tenho nada contra pares. Até acho bem legal ter duas pernas, dois braços, dois joelhos, dois pés, duas mãos, duas orelhas… Mas, você tem razão. Por que diabo as pessoas insistem em procurar essa tal de alma gêmea? Coisa mais chata! Sem dizer que isso me parece bem narcisista e até (pode ser exagero) meio incestuoso. É estranho pensar em ter um relacionamento com alguém tão parecido comigo que chega a ficar difícil saber quem é um e quem é outro (…”eu dizia que era ela, ela dizia que era eu…” lembra da música da BLITZ?) Acho que legal mesmo é a diferença, os gostos e opiniões contrários e toda a sorte de debates e embates que isso é capaz de trazer ao relacionamento. Viva a diversidade! E viva o amor, que é capaz de nascer e crescer entre os pares mais diferentes, delirantes e improváveis. Xô alma gêmea!

  3. 3 Mary
    abril 24, 2009 às 5:14 pm

    Adoro viver em par e concordo com a velha frase feita de que ninguém pode viver sozinho. Mas isso nada tem a ver com relacionamentos amorosos, mas com interação, amizades e afins. No amor, tudo ( ou nada ) é possível. Dos poucos que tive, nenhum deles tinha sequer um traço ao fundo de semelhança comigo. O meu par atual então, superou qualquer expectativa de dissonância. Seria praticamente impossível acrediar que essa relação pudesse existir além da troca de olhares nas tardes de sol, entretanto, é o que de todos me faz mis feliz! Viva os pares compostos por indivíduos ímpares!

  4. 4 Julia
    abril 24, 2009 às 7:39 pm

    Então tá, Mary. Gostei! Viva a disparidade dos pares ímpares!

  5. abril 27, 2009 às 5:09 am

    Quanto aos copos, nunca fiquei contando pra saber ou achar ruim ter copos ímpares. Na verdade, nunca sequer reparei que isso fosse uma norma de conduta.
    E em relação às almas gêmeas, eu também já cansei dessa historinha. Não quero um gêmeo-siamês colado em mim, tirando minha liberdade, sou feliz do jeito que sou. E se encontrar algumas almas parecidas com a minha por aí, a troca de experiências, a amizade e até mesmo a paixão poderão existir, mas nunca dessa forma manipuladora de consciências que alguém resolveu que ia impedir o caos emocional. Maldita monogamia. Se o mundo soubesse como ela estraga as relações…

  6. 6 Verônica Lopes
    maio 6, 2009 às 10:10 pm

    Victor,

    por muito tempo sempre imaginei o surreal sobre o real de cada pessoa. E, aí…como pintava Salvador Dali em relação a Gala – sua mulher, endeusei cada homem que encontrei, com imagens surreais. Talvez houvesse um pouquinho de realidade, vamos dizer 10%…mas o resto eram expectativas, sonhos,posses. Hoje, sei que nada é para sempre, pois amamos várias pessoas, de formas diferentes, se quizermos permitir isto. Mas o que podemos fazer para diminuir esta confusão é amar, por completo, uma pessoa de cada vez, em corpo, alma e palavras.


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