É fato: a imensa maioria dos xingamentos se refere a sexo: cadela, piranha, galinha, viado, corno, filho da puta.
Numa sociedade repressora e mal-resolvida, a participante de um reality show, com um passado supostamente “duvidoso”, vira alvo de incandescentes discussões sobre a “decadência da sociedade”. Um deputado pseudo-moralista (perdão pela redundância, todos os moralistas são falsos de antemão) acusa a apresentadora que o entrevistava de não ter “ética” para questioná-lo, visto a própria ter revelado publicamente que já fizera sexo grupal. Grupos religiosos falam em “ofensa às leis de Deus” quando se discute a união civil dos homossexuais.
E assim seguimos…
Sonho chegar o dia em que não mais se confunda sexualidade com imoralidade, heterossexualidade com hombridade, repressão sexual com educação. O dia em que o sexo fique por baixo, o amor por cima e ambos caminhem lado a lado, de mão dadas.
Neste dia, com certeza, o ser humano estará no topo.