Sempre ouvimos falar: as palavras têm força. Que os digam os líderes religiosos e os autores de livros de auto-ajuda.
Em tempos politicamente corretos trocamos palavras carregadas de preconceito por outras: aleijado passou a ser “cadeirante”; favela, agora, chama-se comunidade; retardado, especial.
Em verdade, mudam-se as palavras, mas não o preconceito. As “comunidades” permanecem indignas, desumanas; os “especiais”, discriminados e os “cadeirantes” alijados do convívio social.
Basta conferir: quantas “comunidades” apresentam condições básicas de sobrevivência? Quantas escolas incluem os “especiais” em seus quadros? Quantos ônibus dão acesso a “cadeirantes”? Aliás, quantas vezes você viu um “cadeirante” subir num ônibus? E, mesmo que subisse, como poderia ele andar por ruas sem rampa.
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As palavras têm força, sim. E muita. Tanta que, muitas vezes, as usamos para não fazer as mudanças necessárias.
Grande Vitor!
Embora não esteja mais pela área, ainda curto muito você e todos os amigos que fiz enquanto estava aí. Agora vim te ler e matar um pouco a saudade. É isso que rola, as pessoas mudam palavras, esquecem dos significados delas…. e os preconceitos se mantém nesse politicamente correto mais hipócrita que Hipócrates….
Victor,
toda vez que desço do ônibus fico apreciando o minielevador para cadeirantes de uma empresa somente. Nunca vi ser usado. Será que estamos pecando por falta de informação ou existe uma desilusão geral do cadeirante em viver a vida!Porque não começamos do início: para viver a vida, temos que encará-la de frente, ou seja,chamarmos e fazer dos cadeirantes nossos amigos de bar, de encontros de poesia, sermos solidários em ajudá-los no que for preciso. Mas sempre pecamos por não termos tempo. Será?
Beijos,
Verônica.